Existe realmente a lei da atração e o fluxo?

Essa tal de lei da atração realmente existe? E o fluxo? A expressão: “Estou no fluxo” tem sido cada vez mais usada pelas pessoas. Mas será que entramos e saímos do fluxo de conexão universal? Ou será que somos continuamente esse fluxo e não percebemos?

O conhecimento está inserido no campo universal. Nós nos movimentamos nesses campos como um rádio, no meio de ondas e frequências. Cada um é um universo em sua totalidade e todas as frequências se encontram dentro dele. Quando focamos em algo, é como se sintonizássemos uma frequência específica. Aí começamos a emitir essa frequência para o universo e ele nos reenvia essa frequência amplificada como uma realidade projetada. A frequência que emitimos internamente é a mesma que iremos captar. (Continua o texto…)

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Uma pessoa focada no que lhe falta não percebe o que já tem. E aí o balanço dos saldos positivo e negativo nunca corresponde realmente ao que é. Se aplicarmos isso no plano da prosperidade, quando começamos a olhar apenas para o que nos falta, muitas vezes deixamos de ver o que já temos e vamos gerar frequências que vão se concretizar em situações de escassez em nossas vidas. No plano dos relacionamentos, por exemplo, quando começamos a olhar mais para o que nos falta e o que nos prende, deixamos de colocar na balança o que nos preenche e o que nos liberta dentro desse mesmo relacionamento e a tendência com o tempo é a morte do relacionamento.

Na realidade, nós não atraímos nada. Tudo já existe dentro do nosso campo, posto que somos uma fonte inesgotável de energia, um universo gerador de frequências. Toda a prosperidade, abundância, saúde, idéias, já existem ali. Tudo isso se materializa em nossas vidas quando as percebemos dentro de nosso campo e jogamos nosso foco neles. É, por exemplo, se buscarmos saúde, não ficarmos olhando pra doenças. Não se atrai o saudável. Aprende-se a olhar pra ele e ele se concretiza. Da mesma forma, quando estamos doentes ou quando as coisas não estão “fluindo”, achamos que estamos fora do caminho. Por outro lado, quando tudo flui “positivamente”, acreditamos estar no fluxo de conexão essencial com o universo. Na verdade, nos dois casos estamos conectados com o universo e ele está amplificando e devolvendo para nossas vidas as frequências em que nos focamos internamente. Mesmo quando algo não sai como gostaríamos, aquilo é apenas uma projeção do que estamos sentindo internamente e de qual é o foco de nosso inconsciente.

Percebemos então que a lei de “atração” na verdade não existe como tal, posto que não precisamos atrair aquilo que sempre existiu dentro do nosso campo. Seria mais uma lei de projeção de nosso foco interior. Se o foco é abundância, materializaremos abundância. A questão é que a maioria das pessoas não olha pro “objeto almejado” em seu campo. Na verdade olham pra suposta “falta” dele e acabam materializando um fluxo de escassez no que toca aquele objeto no mundo físico. O que chamamos de lei da atração é uma lei de ressonância do mundo subjetivo com o mundo externo.

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Quando, por exemplo, oramos pedindo proteção, desvalorizamos a oração. Se estamos pedindo proteção é porque nos sentimos desprotegidos. Se nos sentimos desprotegidos é porque sentimos medo. Logo, para muitos de nós uma oração pode estar gerando a frequência de medo, enquanto achamos que ela está na frequência de proteção. Passamos tanto tempo olhando para o medo que deixamos de vibrar no amor. Um ritual para se proteger é uma maneira de se dizer a si mesmo que há algo que nos amedronta. Amor não é sexo e também não são lágrimas românticas. Amor é certeza, é resposta, é quando a luz e a informação fluem. A única coisa que existe entre nós e os outros é o medo. É ele quem cria a sensação de separação. Já o amor, este nos permite sentir que somos todos um. O medo é a ausência de amor e de presença.

Nosso domínio sobre nosso presente aumenta na medida em que aceitamos nosso passado. Senão parte de nossa energia fica presa no passado e não ficamos inteiros no presente para gerarmos novas conexões. O amor traz em si a aceitação de que as coisas foram como foram e que nossa rejeição por elas não poderá mudá-las, mas que podemos mudar nossos registros negativos passados para que não ressonem mais em nosso presente. Quando você se formata com relação aos significados do passado, permite que sua vida possa ser reescrita a partir de então.

Expectativas com relação ao resultado final bloqueiam o processo natural, pois são uma tentativa de direcionamento forçado. A expectativa envia a mensagem de algum vazio que não temos e amplifica essa frequência de falta em nossas vidas. Você não vibrará em ressonância com sua essência tentando alcançar artificialmente outros níveis, mas sim sendo honesto e verdadeiro a cada momento, sem interferências, deixando um fluxo natural de energia. Não precisamos nada fazer exceto sermos nós mesmos. Mas temos medo de sermos nós mesmos e acabamos sendo outra pessoa para tentar minimizar alguma insegurança, alguma culpa ou alguma sensação de rejeição.

De nada adianta tentar controlar os eventos ao nosso redor. De nada adianta tentar modificar ou controlar as outras pessoas. Podemos mudar apenas o nosso foco interno e nossas ações coerentes com esse foco/meta e permitir que ele gere realidades coerentes, lembrando que nós não ficamos temporariamente no fluxo. Nós somos continuamente o fluxo. Logo, não tente direcionar. Seja o direcionamento.  🙂

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