Efeitos dos julgamentos e da empatia nas relações

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Mesmo se você convivesse anos com uma pessoa, você nunca saberia realmente o que é estar no lugar dela. Você não viveu sua história, suas dores e alegrias. Em função disso, o outro sempre te enxergará do jeito que ele quiser te ver independentemente de quem você realmente seja…

Vejamos o ditado popular abaixo:
“O bom julgador julga os outros por si próprio”

O que podemos aprender com esse ditado?

(Continua o texto…)

Você já teve a sensação de conviver com alguém muito tempo e perceber que essa pessoa nunca se predispôs de verdade a te conhecer? Como se as opiniões dela a seu respeito passassem longe daquilo que você realmente é. Ou o contrário também… Quando você tem uma imagem errada de alguém e descobre tempos depois que essa imagem não bate com o que você pensava que essa pessoa era. Acontece também de você ter mudado ao longo de sua vida e alguém te julgar no presente por algo que ele pensa que você foi no passado. Por que esses casos acontecem?

Quando você simplesmente faz suposições e julga a outra pessoa, rotulando-a com base nos registros e significados que você possui. Lembrando que esses registros foram adquiridos com suas experiências pessoais que se aplicaram somente ao seu universo e muitos deles serão ressignificados diversas vezes ao longo da vida. Ou seja, nossa própria opinião sobre nós mesmos muda diversas vezes. Nesse caso sua visão sobre o outro não leva em conta o universo dele, nem a compreensão por empatia. Essa visão leva em conta as lentes do ego da própria pessoa que julga. Ou seja, o julgador julga se baseando nele mesmo e criando uma imagem dos outros, segundo sua própria conveniência. Pode acontecer também de nos julgarem no presente por aquilo que conheceram da gente no passado. Não consideram que as pessoas mudaram. E estamos todos sujeitos a cair nesse tipo de erro de julgamento. Mas podemos todos ficar mais atentos para evitá-los. Para brilhar não é necessário apagar o brilho dos outros.

Então quando alguém falar coisas sobre você e você tiver consciência de que você realmente não é daquele jeito, nem se preocupe com isso. No fundo, o outro está apenas falando dele mesmo, posto que ele só consegue enxergar no outro aquilo que traz dentro de si. São as limitações dele, não as suas. Não se emaranhe no julgamento dele, porque aquilo não te pertence. O outro sempre te enxergará do jeito que ele quiser te ver independentemente de quem você realmente seja. Deixe o outro com aquilo que é dele e fique apenas com aquilo que é seu. Se o outro não gosta de você ou vê problemas em você, cabe a aquele que enxerga os problemas encontrar soluções. Você sabe quem é você.

Quando você abre mão de seus julgamentos pessoais e se predispõe a se conectar à outra pessoa, você consegue compreender melhor a realidade ou o universo dele. Essa técnica de empatia que traz menos julgamentos e mais compreensão e confiança, posto que estabelece uma conexão na comunicação com transparência e respeito pelo outro. É seguro ser você mesmo. É seguro aceitar que o outro possa ser diferente. É seguro ser feliz. É seguro correr atrás de seus sonhos.

abraços fraternos a todos

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