As Dimensões e o Plano Astral

Realidade




Ontem estava conversando com um amigo, Alan Fernandes, que é um grande pesquisador em Ciências Paralelas. Ele me perguntou o que eu pensava sobre o plano astral. A pergunta me parecia simples, mas percebi, ao tentar respondê-la, que era um pouco mais complexa. Essa questão toca vários pontos: alguns complexos como a física quântica, alguns polêmicos como as religiões e outros culturais, metafísicos e espirituais. São tantas teorias, dogmas, paradigmas, crenças, experiências, vivências práticas, … Nossa!!! Como saber o que é real? Existe um mundo real e um mundo imaginário? Existe um mundo físico e um mundo espiritual? São coisas distintas?

Temos relatos de pessoas que entram em estados meditativos e que acessam outras realidades. Temos relatos de pessoas que tiveram contatos com seus entes queridos que já haviam falecido. Temos relatos de pessoas que dizem interagir em outras dimensões. Temos relatos de pessoas que oram e recebem mensagens de anjos. O que pensar destas pessoas que juram interagir em outros planos ou dimensões e que ainda recebem informações intrigantes oriundas dessas interações? São loucas? Imaginativas? Mentirosas? Eu acredito que não.

Como vimos no post “a realidade da realidade”, cada indivíduo tem sua própria concepção da realidade. E essa concepção é criada a partir das diferentes interações e percepções que temos dentro dela.

A física quântica nos ensinou que nosso universo é multidimensional e que os sentimentos e pensamentos são criadores de realidades afetando as probabilidades dos eventos acontecerem. Depois da chegada da física moderna, percebemos que o observador também faz parte do experimento, já que ele também está inserido no sistema. Já que ele faz parte do sistema, sua subjetividade também deve ser levada em conta. Alterando-se as crenças humanas, seríamos levados a uma transformação da realidade, pois aquilo que acreditamos determina nossa realidade. Somos então seres criadores da realidade e não apenas observadores. Quando a consciência humana se predispõe a ampliar sua noção da realidade, automaticamente o cérebro começa a mapear e a identificar novas faixas de frequências que correspondem a uma nova percepção da realidade. Isso permitiria ao indivíduo acessar e interagir em outras dimensões. Mas o que seriam essas outras dimensões?

De uma maneira um pouco simplista, dimensões seriam diferentes faixas de percepção e interação na realidade. São realidades paralelas que ultrapassam nossa matéria, vibrando numa frequência diferente da nossa. Essas diferentes vibrações criam campos de energia sutil e as consciências que nela interagem, por ressonância, possuem estruturas ou “corpos” com composições específicas entre energia, matéria e ectoplasma. Dentro de cada dimensão as consciências possuem sua própria faixa de vibração que reflete no seu campo biomagnético. Interagir em diferentes dimensões se resume a interagir em diferentes níveis de consciência/energia que reflete em diferentes percepções da realidade. É como se cada ser fosse comparado a um rádio que envia e recebe ondas. Na medida em que ele desenvolve seu campo energético, através das mudanças de consciência, ele altera também a faixa de frequências que ele capta e envia. Ele pode então sintonizar outras « realidades ». O indivíduo define a “realidade” das coisas a partir daquilo que ele interpreta do mundo utilizando seus sentidos. Ampliando seus sentidos, ele estará também ampliando sua visão de mundo, sua noção de realidade.

Dentro de cada dimensão, teríamos 9 subdivisões que eu chamo de planos. Por exemplo, dentro da terceira dimensão, onde estamos, existe um plano astral, onde as consciências que vibram em 3ª dimensão e que perderam seu corpo físico ficam aguardando uma próxima encarnação. Existe também o plano dos ascencionados, que possui uma faixa de frequência superior à do plano astral. O que eu acho importante ressaltar é que existe uma grande diferença entre as interações com o plano astral e as interações dimensionais ou mentais.

Nas interações astrais, a frequência de ondas do cérebro tende a baixar, deixando o indivíduo em estados mais meditativos e a mente atua no consciente interior. Nessas interações o vórtice ou chakra cardíaco e o vórtice coronário são os mais ativos. Como consequência, o indivíduo fica mais ligado às sensações e emoções. É muito importante ter consciência e os “pés no chão” durante essas interações para manter o equilíbrio emocional. Oscilações emocionais podem vulnerabilizar energéticamente o indivíduo. Em alguns casos fica passivo e dependente de um guia para orientá-lo. Os aspectos subjetivos do indivíduo e seus sentimentos acabam influenciando em suas interações e muitas vezes alguns animismos ou experiências emocionais são confundidos com experiências espirituais e por vezes podem gerar “fanatismo ou fervor religioso”. No plano astral podemos entrar em contato com entidades astrais, mas ainda estamos na 3ª dimensão.

Nas interações dimensionais, também chamadas de mentais, a frequência de ondas do cérebro tende a aumentar, deixando o indivíduo mais acelerado, conseguindo se conectar a muitas coisas ao mesmo tempo. Quanto maior a neutralidade emocional, a aceleração de sua frequência cerebral e a capacidade da mente do indivíduo de concretizar seus objetivos, mais facilidade ele terá para interagir em dimensões superiores. Nesse tipo de interação, o indivíduo se posiciona como uma fonte inesgotável de energia tendo uma atitude consciente e ativa de co-criador da realidade. O vórtice ou chakra frontal gerencia os campos biomagnéticos e os direciona de maneira consciente. Podemos, nessas interações, ter contatos com consciências de outras dimensões.