Aprendendo a ter saúde física e emocional, o que olhar?

Imaginem um piloto de avião que antes da decolagem verifica seu painel de controle e constata que uma luz de alerta se acende mostrando que algum dos mecanismos não está funcionando corretamente. O que o piloto do avião faz? Ele vai para um hangar de manutenção e espera que uma equipe de mecânicos encontre a causa do problema e o solucione. Isso resolve o problema do avião e a luz de alerta se apaga naturalmente.

Mas e se os mecânicos ao invés de consertarem a causa do problema decidissem apenas desligar a luz de alerta? Será que o piloto realmente estaria em segurança? Será que ele iria se sentir à vontade em decolar sabendo disso?
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Pois é exatamente isso que acontece em nossa sociedade e também em nossa saúde. De maneira geral trata-se apenas dos sintomas, mas não se olha pra causa. Pelo prisma social, um sistema doente gera uma sociedade doente que, por sua vez, gera instituições doentes que produzem indivíduos doentes. Tratar dos indivíduos se resumiria a tratar dos sintomas e não de suas causas. O mesmo acontece no núcleo familiar. Um núcleo familiar instável e nocivo produzirá indivíduos doentes. Crianças problemáticas são, em sua grande maioria, um reflexo de instabilidades familiares.

O mesmo processo acontece com nossa saúde. Quando ficamos doentes, a maioria de nós busca um médico para que ele lhe dê um remédio que fará com que seus sintomas desapareçam. É como se o paciente não tivesse responsabilidade alguma sobre seu processo de cura ou restabelecimento. Ele coloca toda sua esperança no medicamento. Identificamos uma doença pelos sintomas, mas a doença ela mesma também é um sintoma de que algo não vai bem com aquela pessoa. A pessoa não é a doença, mesmo se muitos pacientes se identificam com a doença. A doença é apenas um sintoma de que algo não está bem no sistema da pessoa. É uma maneira da consciência dizer que algo não vai bem no sistema, algo não está harmônico, indicando uma perda de equilíbrio interior que provoca uma ruptura no fluxo natural de nossas vidas. Isso nos obriga a prestar atenção em algo, pois “falta-nos” algo no nível da consciência. Vem então um choque de consciência que busca alterar a visão de mundo (consciência) da pessoa que adoece.

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A visão de mundo e realidade de cada indivíduo é única, posto que é relativa aos significados e crenças que este absorveu em sua trajetória. Da mesma forma, o significado de saúde e de doença de cada um é próprio a ele mesmo. Muitas doenças aparecem como um caos ou uma desintegração organizadora que obrigam o indivíduo a reavaliar seu antigo modo de vida e, em seguida, a reconstruir, de outra maneira, diversos aspectos de sua vida (alimentação, esporte, comportamentos, etc).

Sendo assim o processo de restabelecimento da saúde pede uma mudança no olhar do indivíduo sobre si mesmo.

Primeiramente ele não deve se identificar com sua doença. Ele não é a doença. A doença é apenas um sintoma que indica que algo está desajustado no sistema.

Em segundo lugar, a física quântica diz que quanto mais um indivíduo foca em determinada frequência, mais ele aumenta a força da frequência focada. Em outras palavras, alimentamos e reforçamos aquilo em que colocamos nosso foco. Por exemplo, uma pessoa hipocondríaca tem tendência a olhar para a doença ou a falta de saúde. Dentro desse princípio a tendência seria sua saúde piorar, mesmo porque muitos dos remédios que ela toma acabam afetando outras coisas com seus efeitos colaterais. Por outro lado, pessoas focadas em sua saúde (e não na doença) apresentam estados de saúde mais estáveis. São pessoas que estão equilibrando continuamente seu sistema (corpo) através de uma alimentação adequada, exercícios físicos e equilíbrio emocional. Mais importante do que mostrar para um paciente o problema que ele tem é focar em como reequilibrar seu sistema novamente.

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Quando foco no meu eu, surge automaticamente o que não é o eu ou o não-eu. Nosso ego faz com que seja impossível a percepção de uma unidade ou totalidade. A personalidade e seus filtros polarizam e fragmentam tudo. Isso nos dá a sensação de estarmos separados de tudo e seguimos nosso caminho aceitando certas coisas e rejeitando outras. A rejeição em si é uma negação da totalidade. Toda doença é um desequilíbrio no sistema consequente de alguma rejeição. Segundo o médico e psicoterapeuta Rudiger Dahlke “todos os caminhos de cura ou iniciação nada mais são do que um único caminho que leva da polaridade à unidade”. Quando não estamos bem emocionalmente ou quando nossa saúde fica instável, podemos observar o que achamos que está nos faltando. O que estaríamos rejeitando? O que estou deixando de olhar?

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Nossa conclusão aqui é bem simples e direta. Cada indivíduo é um universo completo. Todas as frequências existem dentro dele. Sendo assim, dentro de cada um de nós existe o conjunto de todas as ferramentas necessárias para nosso equilíbrio, desenvolvimento e evolução. Não fixe seu foco apenas para os sintomas, olhe para o que está por trás deles. Acolha o que você pode estar rejeitando. Observe o sistema inteiro e foque em sua saúde e no equilíbrio dinâmico deste sistema. O enfoque passa a não ser tratar dos problemas quando eles aparecem, mas sim manter a saúde para que os problemas não surjam. Não se trata o saudável. Aprende-se a olhar pra ele. É focar na saúde, potencializando-a.

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