A resposta definitiva para a pergunta: qual o sentido da vida?

Os fatos em si mesmos não têm significado algum. Um evento ou acontecimento adquire um significado como resultado de nosso processo interpretativo. Em função de definições internas, crenças e significados, interpretamos uma situação, damos um significado a ela e geramos registros emocionais relativos a esse significado interpretativo. As idéias não correspondem aos fatos. Elas são apenas uma interpretação dos fatos, passando pelo filtro pessoal de cada um. Um adulto, por exemplo, vem caminhando na rua e vê uma pessoa caminhando em sua direção com um cachorro pitbull solto a seu lado. Ao entrar em contato com o cachorro no campo de visão, várias possibilidades podem acontecer, dentre elas:
1. Você nem percebe o cachorro e continua seu caminho.
2. Você brinca com o cachorro quando ele passa por você e ainda troca algumas palavras com o dono.
3. Você sente muito medo, sente a adrenalina subir rapidamente e atravessa a rua. (Continua o texto…)

Observem que o acontecimento foi o mesmo, mas as reações podem ser muito diferentes em função dos significados e registros emocionais que temos dentro de nós. Se quando criança, esse mesmo indivíduo foi atacado por um pitbull, ela pode ter dado um significado de “perigo” para o animal. Por isso, ao vê-lo novamente a adrenalina sobe. Por outro lado, se quando criança, ele teve um pitbull e teve muitas alegrias com ele, pode ter dado um significado “positivo” para o cão. Ao vê-lo novamente, as chances dele se sentir à vontade e brincar com o cachorro são muito maiores.

Vamos dar um segundo exemplo. Imaginem que temos três pessoas num local quando uma bomba explode próxima a eles. Uma das pessoas entra em pânico na hora e fica muito traumatizada, acarretando, por exemplo, um comportamento posterior de medo de tudo e sentimento de vítima do mundo. A outra pessoa tenta se salvar e salvar as outras duas pessoas. Ela sai da situação se sentindo um herói, empoderada e confiante. A terceira apenas observa a situação sem interpretá-la, sem gerar registros emocionais e esse evento não interfere em absolutamente em seu comportamento posterior.
Mais uma vez percebemos que o evento causador das três diferentes reações foi exatamente o mesmo: uma bomba explodiu. Mas cada um reagiu de uma maneira diferente, pois cada um já tinha diferentes filtros e significados internos para interpretar a situações. O significado e registros emocionais gerados a partir da interpretação de cada um fez com que o comportamento posterior fosse ou não impactado.

Na medida em que vamos vivendo, muitos de nós vamos ficando presos aos significados e registros emocionais do passado e acabamos reagindo no presente a partir deles. Se não é feito um exercício de formatar, ressignificar ou se desvincular dos significados do passado entramos numa espiral de repetições em que pensamos que o que foi “bom” sempre será bom e o que foi “ruim” deve sempre ser evitado. São as falsas sensações de segurança geradas por nosso racional.
Estar presente e observar sem julgar são maneiras de não se prender a interpretações e estar sempre aberto a todas as possibilidades que a vida tem a nos oferecer. Dessa maneira não filtramos diversas possibilidades através de nossos significados.

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Considerando o que já vimos até então, seria interessante propor uma reflexão que quase todo ser humano já se perguntou um dia:

Qual seria o sentido da vida?

Existem diversas crenças e filosofias que respondem a essa pergunta através de diferentes respostas. Mas se prestarmos atenção no que acabamos de ver acima, percebemos que o sentido da vida é aquele que você dá a ela. Se você vê a vida como um sofrimento, sua vida provavelmente será dura. Se você vê a vida como um aprendizado, você dá sentido ao conhecimento que adquire. Então tudo depende do foco que você dá a ela. Cada foco traz uma interpretação e um conjunto de significados a ele próprio.
Lembrando que para Ser não precisamos realmente de uma “razão de ser”. A vida se basta por si só sem uma real necessidade de sentidos e significados.

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